Da Redação
A situação das obras no Ramal 19, localizado Br 17 na zona rural de Brasiléia, no Alto Acre, tem gerado preocupação e revolta entre moradores da região. A principal reclamação é a lentidão na execução da pavimentação asfáltica, considerada pelos moradores uma obra essencial para garantir mobilidade, acesso à saúde e à educação.
De acordo com informações divulgadas pelos próprios moradores, a obra foi anunciada com recursos provenientes de uma emenda da ex-deputada Wanda Milani, conforme consta na placa instalada no local, com investimento superior a R$ 12 milhões. A ordem de serviço teria sido assinada em setembro de 2025, com previsão de conclusão em abril de 2026.
No entanto, segundo relatos enviados à redação dessa imprensa , apenas cerca de um quilômetro de pavimentação teria avançado até o momento, enquanto o restante da obra segue em ritmo considerado insatisfatório.
Máquinas paradas e preocupação crescente
O morador Samuel que vive na região, afirma que a retirada de máquinas e a falta de atividade no canteiro de obras têm causado indignação.
“A máquina do asfalto foi retirada há mais de uma semana. Passei nesta segunda-feira, às 9 horas da manhã, e todas as máquinas estavam paradas. O verão está bom para trabalhar, mas a obra está muito devagar”, relatou.
Segundo ele, equipes passaram cerca de duas semanas realizando serviços em apenas 400 metros de abertura do ramal para receber a pavimentação, sem concluir o trecho.
A preocupação dos moradores aumenta diante da importância da estrada para centenas de famílias que dependem diariamente do acesso ao transporte, escolas, postos de saúde e demais serviços públicos.
Pontes em situação precária agravam o problema
Além da pavimentação, a população também denuncia a situação de diversas pontes em ramais da região.
Uma das estruturas mais preocupantes é a Ponte do Arraial, que, segundo os moradores, apresenta risco devido ao desgaste e à ausência de guarda-corpo.
Outra preocupação é a Ponte do Riozinho, apontada como desalinhada e necessitando de reconstrução adequada para garantir a segurança de quem trafega pelo local.
As denúncias se estendem ainda à Ponte do Belmonte, que liga o Ramal da Eletra às Quatro Bocas do 13. Conforme os moradores, a obra está abandonada há cerca de quatro ou cinco anos.
Dificuldades afetam estudantes, médicos e professores
As más condições do Ramal 19 têm afetado diretamente a rotina da população. Buracos, trechos deteriorados e a falta de manutenção dificultam o deslocamento de profissionais de saúde, professores e estudantes.
“Quem sofre são os médicos que vêm atender aqui, os professores, os alunos e todos os moradores. Até agora não passou máquina no final do Ramal 19 e a buraqueira continua”, afirmou Samuel.


