Rio Branco (AC) — O auditório do Sebrae, em Rio Branco, ficou lotado neste fim de semana durante um grande seminário promovido por lideranças políticas, empresariais e representantes do setor produtivo que apoiam a pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom (PSDB) ao Governo do Acre. O encontro, que reuniu cerca de 400 participantes e deixou mais de 150 pessoas do lado de fora do espaço por falta de capacidade, foi considerado pelos organizadores um marco no debate sobre o futuro do Estado e na construção do plano de governo do tucano.
Com representantes de todas as regiões acreanas — incluindo uma comitiva de mais de 15 integrantes do Juruá, liderada por Romário Tavares — o evento foi marcado por debates, propostas e pela busca de uma identidade política capaz de traduzir o projeto defendido pelo grupo. Entre os temas discutidos, ganhou força o slogan “Agora é a vez do Acre”, que passou a simbolizar a proposta de desenvolvimento defendida pelas lideranças presentes.
A nova frase, no entanto, surge em meio a um debate entre apoiadores: o slogan “Produzir para Empregar”, já associado à trajetória política e administrativa de Tião Bocalom, continuará como bandeira central ou dará espaço à nova mensagem? A avaliação de participantes é de que ambas as expressões dialogam diretamente com o mesmo objetivo: desenvolvimento econômico com geração de emprego, valorização do setor produtivo e melhoria da qualidade de vida da população.
Durante o seminário, Tião Bocalom destacou a importância do momento e classificou a mobilização como um passo decisivo para a construção coletiva de um novo projeto de Estado.
“Foi um sucesso total. Tivemos uma participação histórica de lideranças e representantes de todos os setores. Isso mostra que o Acre quer discutir seu futuro e construir um novo caminho com planejamento e responsabilidade”, afirmou.
Entre os presentes estavam nomes de peso do setor produtivo e da vida pública acreana, como Assuero Veronez, presidente da Federação da Agricultura do Estado do Acre e um dos maiores produtores de soja do Estado; Jorge Moura, referência na produção de soja e milho; Adem Araújo, presidente da Federação de Futebol do Acre e empresário do setor supermercadista; Marcelo Moura, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Acre e proprietário da Recol Motors e Recol Distribuidora; além do empresário Osvaldo Dias, do Grupo Star Motors Honda.
A área política e institucional também esteve representada pelo atual prefeito de Rio Branco, Alisson Bestene; pelo ex-secretário estadual de Saúde, Pedro Pascoal; pelo ex-comandante da Polícia Militar do Acre, Ezequiel Bino; e pela secretária nacional do Cidadania, Juliete.
Também chamou atenção a presença do engenheiro agrônomo Hadamés, considerado um dos maiores consultores em produção de café do Estado, reforçando a participação ativa do agronegócio e da agricultura familiar na elaboração das propostas.
Ao longo do encontro, foram apresentados e debatidos eixos que devem compor o plano de governo defendido pelo grupo: apoio ao homem do campo; educação de qualidade; saúde mais humanizada; segurança pública fortalecida; modernização da BR-364 com estrutura em concreto e aço; universalização de água, esgoto e destinação final do lixo em todos os municípios; cidades mais estruturadas e bonitas; ampliação da malha viária interligando os municípios; geração de emprego; mais habitação e maior responsabilidade com o dinheiro público.
Os apoiadores destacaram ainda o histórico administrativo de Bocalom em gestões anteriores, lembrando os resultados alcançados em Acrelândia e na Prefeitura de Rio Branco.
“Já foi a vez de Acrelândia. Já foi a vez de Rio Branco. Agora é a vez do Acre”, resumiram participantes do encontro.
A mobilização é vista como o maior evento já realizado no Estado voltado à construção coletiva de um plano de governo e sinaliza o fortalecimento político da pré-candidatura de Tião Bocalom para a disputa estadual.
Com forte presença do setor produtivo, apoio institucional e participação popular expressiva, o seminário consolidou uma mensagem que ganhou força entre os presentes: a defesa de um Acre mais justo, mais desenvolvido e com qualidade de vida para todos — e não apenas para uma pequena parcela da sociedade.