O Governo do Acre decretou situação de emergência em saúde pública em todo o estado em razão do aumento expressivo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e da crescente pressão sobre a rede hospitalar. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 11.901, publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado na última quarta-feira (3), com vigência inicial de 90 dias.
A decisão foi tomada após avaliações epidemiológicas realizadas pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), que identificaram um avanço significativo das doenças respiratórias nos primeiros meses do ano. O cenário tem provocado aumento da demanda por atendimento nas unidades de saúde e hospitais, especialmente entre os grupos considerados mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Crescimento preocupa autoridades de saúde
Dados da Vigilância em Saúde apontam que o Acre registrou 1.303 notificações de SRAG entre janeiro e maio de 2026, número superior ao contabilizado nos mesmos períodos dos anos anteriores. O crescimento dos casos levou a Secretaria de Saúde a emitir alertas epidemiológicos e intensificar o monitoramento da situação em todo o estado.
Além do aumento das notificações, as autoridades identificaram uma elevação significativa na ocupação de leitos hospitalares, principalmente nos setores pediátricos. Hospitais que atendem crianças com complicações respiratórias vêm registrando maior procura, exigindo adaptações na estrutura de atendimento e planejamento para ampliação da capacidade assistencial.
Especialistas destacam que a SRAG pode ser causada por diversos vírus respiratórios, incluindo influenza, vírus sincicial respiratório (VSR) e outros agentes que circulam com maior intensidade durante períodos de mudanças climáticas e sazonalidade.
Decreto busca agilizar resposta do Estado
Segundo o secretário de Estado de Saúde, José Bestene, o decreto não deve ser interpretado como motivo de alarme, mas como uma medida estratégica para fortalecer a capacidade de resposta do sistema público de saúde.
“O decreto de emergência é uma medida preventiva e estratégica que permite ao Estado ampliar sua capacidade de resposta diante do aumento das síndromes respiratórias. Nosso foco é garantir assistência adequada à população, reforçar equipes, ampliar a oferta de serviços quando necessário e assegurar que nenhum acreano fique sem atendimento”, afirmou o secretário.


