Rogério Marinho denuncia suposto uso político do STF e cobra respeito às regras de distribuição de processos

Líder da oposição afirma que mais de 20 petições apresentadas por parlamentares de esquerda teriam contornado o sistema de distribuição judicial e questiona atuação de Flávio Dino e da AGU.

O senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado Federal, reuniu-se com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para apresentar questionamentos sobre a distribuição de processos na Corte e possíveis interferências políticas durante o primeiro turno das eleições.

Segundo Marinho, foram identificadas mais de 20 petições apresentadas por parlamentares de esquerda no âmbito da ADPF 854, sob relatoria do ministro Flávio Dino. O senador sustenta que a situação levanta dúvidas sobre o respeito ao princípio da impessoalidade e às regras de distribuição processual.

Marinho também criticou a atuação do advogado-geral da União, Jorge Messias, alegando que sua iniciativa de solicitar a abertura de investigação, no domingo eleitoral, sobre suposta interferência externa teria motivação política. A iniciativa estaria relacionada a uma reportagem de um jornal britânico sobre um possível aporte de US$ 1 milhão em organizações não governamentais. A existência e a finalidade dos recursos, conforme o relato apresentado, ainda precisariam ser esclarecidas.

Para o líder oposicionista, a atuação de integrantes do governo e do Judiciário exige transparência e respeito aos limites institucionais. Ele questionou ainda a pertinência de levar o assunto à esfera judicial durante o processo eleitoral.

Ao comentar a reunião, Marinho afirmou que o objetivo é garantir que os cidadãos exerçam livremente o direito de voto e que o resultado das urnas seja respeitado, sem distorções ou interferências indevidas.

O senador agradeceu a recepção de Fachin e defendeu providências diante das situações apontadas. As acusações, contudo, representam a posição da oposição e dependem de apuração documental e manifestação dos envolvidos para que eventuais irregularidades sejam confirmadas.

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