Por Redação
O vereador Zemar voltou a criticar, nesta terça-feira, o processo de apreensão, guarda e leilão de motocicletas em Brasileia, município localizado na fronteira entre Brasil e Bolívia. Em visita ao galpão de leilões da empresa WR, responsável pela guarda de veículos apreendidos, o parlamentar denunciou o que classificou como “arbitrariedades” contra proprietários de motos brasileiras e bolivianas, além de cobrar uma posição do Governo do Estado.
Durante a gravação realizada em frente ao galpão da empresa, Zemar afirmou ter conversado com representantes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e da própria WR, após identificar a saída de mais um caminhão carregado de motocicletas que seriam levadas para fora do Acre.
“Mais uma carreta está sendo levada para fora do Estado. É uma carreta cheia de motos, motos de bolivianos e de brasileiros. Nós estamos tomando todas as providências para que isso não aconteça mais”, declarou o vereador.
Segundo Zemar, ele busca uma audiência com a governadora do Acre para discutir a situação e informou que teria uma reunião com representantes do Detran para tratar do assunto.
“Nós não podemos mais concordar com isso. Isso está sendo uma covardia contra o nosso cidadão brasileiro”, afirmou.
Intercâmbio entre Brasil e Bolívia
O vereador defendeu que a relação histórica e comercial entre os dois países deve ser considerada pelas autoridades estaduais, especialmente em cidades de fronteira, como Brasileia e Cobija.
“Há um intercâmbio comercial entre Brasil e Bolívia. Então, por que nós não podemos portar motos bolivianas? Por que há esse trabalho de apreender motos bolivianas sob qualquer pretexto?”, questionou.
Zemar alegou ainda que muitos trabalhadores e estudantes dependem desses veículos para se locomover.
“O cidadão, o trabalhador, o estudante de medicina vai ter que comprar outra moto. Se puder. Se não puder, vai andar a pé”, disse.
Moradores relatam dificuldades
Durante a visita ao local, o vereador conversou com pessoas que afirmaram ter enfrentado dificuldades para recuperar seus veículos após a apreensão.
Um dos entrevistados relatou que sua motocicleta foi apreendida e, mesmo após quatro dias tentando regularizar a situação, ainda não conseguia localizar seu nome no sistema para efetuar os pagamentos necessários.
“Estou há quatro dias vindo aqui e meu nome não está no sistema. A multa continua correndo. Eu vim pagar para liberar a moto, mas meu nome ainda não aparece”, afirmou.
Segundo o proprietário, além das multas, há despesas com estadia do veículo e taxas de remoção.
Acusações de arbitrariedade
Em outro momento da gravação, Zemar classificou a operação como um “ato arbitrário” e afirmou que os responsáveis pela apreensão e remoção dos veículos precisarão prestar esclarecimentos.
“Isso é um abuso que estão fazendo aqui. Um abuso. Isso é um ato arbitrário. A WR, junto com o Detran, vão ter que responder. Estão tomando motos brasileiras e levando para fora do Estado”, declarou.


