Por Redação
Uma operação coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou um grupo suspeito de planejar ataques contra prédios públicos federais em Brasília. Denominada Operação Rede Interrompida, a ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra investigados com idades entre 19 e 31 anos, apontados como integrantes de uma rede que utilizava plataformas digitais para discutir, organizar e recrutar participantes para possíveis ações violentas.
As investigações indicam que o grupo realizava um mapeamento detalhado de estruturas estratégicas da capital federal, incluindo ministérios e o Palácio do Planalto, considerados pelos investigados como “alvos primários”. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos compartilhavam mapas, plantas arquitetônicas, modelos tridimensionais e informações técnicas sobre os edifícios públicos, além de analisarem rotas de acesso e vulnerabilidades.
Investigação aponta planejamento de atentados
De acordo com os investigadores, o grupo não apenas selecionava possíveis alvos, mas também discutia estratégias para a execução de ataques, incluindo a hipótese de utilização de explosivos. As apurações revelaram ainda que os envolvidos promoviam o recrutamento de novos integrantes em diferentes estados brasileiros, buscando ampliar a estrutura da organização.
Entre os materiais analisados durante a investigação estão:
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Mapas e plantas de prédios públicos federais;
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Modelos tridimensionais de ministérios e do Palácio do Planalto;
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Discussões sobre invasão de edifícios públicos;
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Conteúdo relacionado ao recrutamento de novos participantes;
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Manuais contendo informações sobre fabricação de artefatos explosivos;
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Materiais voltados à formação tática dos integrantes.
As autoridades ressaltam que o conteúdo compartilhado demonstra um elevado grau de organização e planejamento, embora as investigações ainda estejam em andamento para determinar o estágio de execução dos supostos planos.
Operação envolveu forças de seis unidades da federação
Além da Polícia Civil do Distrito Federal, participaram da operação as Polícias Civis de Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina, com apoio do Ministério Público, evidenciando o alcance interestadual da investigação.
A coordenação dos trabalhos ficou sob responsabilidade da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento, unidade especializada da PCDF, conhecida como Delegacia do Extremismo.
Essa divisão foi criada em novembro de 2024, após um episódio que levou ao reforço das estruturas de prevenção ao extremismo na capital federal, quando um homem tentou realizar um ataque com explosivos nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF).
Cyber Lab identificou movimentações suspeitas
As investigações tiveram origem em um relatório técnico elaborado pelo Cyber Lab, laboratório de operações cibernéticas vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O documento identificou movimentações consideradas suspeitas em ambientes virtuais, onde os investigados trocavam informações sobre possíveis ações violentas, compartilhavam materiais técnicos e organizavam a expansão do grupo por meio do recrutamento de novos participantes em diferentes estados.
O monitoramento digital permitiu aos investigadores identificar a atuação da rede e reunir elementos que fundamentaram os pedidos judiciais de busca e apreensão.
Crimes investigados
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, os investigados poderão responder, conforme o avanço das apurações, por crimes como:
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Associação criminosa;
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Incitação ao crime;
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Apologia ao crime;
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Delitos previstos na legislação antirracismo.


