Decisão do Supremo Tribunal Federal torna públicos documentos da Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em benefícios previdenciários, lavagem de dinheiro e atuação de organizações investigadas pela Polícia Federal e CGU.
Em agosto de 2026, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada do sigilo de fases da Operação Sem Desconto, medida que amplia a transparência sobre uma das mais relevantes investigações envolvendo supostas fraudes contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A decisão permitiu o acesso público a parte dos documentos da investigação, preservando apenas informações cuja divulgação possa comprometer diligências em andamento ou envolver dados protegidos por lei. A medida segue o princípio da publicidade dos atos processuais, previsto na Constituição Federal, ao mesmo tempo em que busca resguardar a efetividade das investigações conduzidas pelos órgãos de controle.
Investigação envolve Polícia Federal e Controladoria-Geral da União
A Operação Sem Desconto é resultado de uma atuação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), responsáveis por apurar um suposto esquema de descontos associativos e cobranças consideradas irregulares sobre benefícios previdenciários pagos pelo INSS.
As investigações apontam para a existência de mecanismos utilizados para realizar descontos sem autorização válida dos beneficiários, principalmente aposentados e pensionistas, gerando prejuízos financeiros e possíveis violações aos direitos dos segurados da Previdência Social.
Segundo informações divulgadas pelos órgãos responsáveis, o inquérito também investiga movimentações financeiras consideradas atípicas, além de possíveis crimes de:
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organização criminosa;
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lavagem de dinheiro;
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falsidade ideológica;
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estelionato;
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corrupção, conforme o avanço das apurações.


